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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A realidade da juventude mairinquense

Onze mil duzentos e trinta. Esse é o número de habitantes entre 15 e 29 anos em Mairinque de acordo com a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). O número representa mais de 20% da população da cidade. E acreditem, Mairinque não tem políticas públicas para os jovens.

Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, 1598 jovens com idade entre 16 e 24 anos trabalham formalmente em Mairinque. Isso representa menos de 15% da nossa juventude.  E os salários não passam de R$ 1.100 para eles (os garotos) e de R$ 940 para elas (as garotas). Os jovens não têm perspectivas de mudar isso.

Em algumas cidades existe o Projovem Adolescente, um serviço do Ministério do Desenvolvimento Social, que tem como foco manter o jovem na escola por meio de atividades que estimulem a “convivência social, a participação cidadã e uma formação geral para o mercado de trabalho”. Os jovens mairinquenses precisam de programas assim, que os capacitem para o mercado de trabalho.

Além disso, nossa juventude precisa de cultura! Por que não transformar o Centro Municipal de Educação e Cultura (Cemec) novamente em um cinema? Por que não fazer do Cemec uma referência regional em peças de teatro? Por que não abrir o espaço para bandas de garagem? Afinal, se o nosso prefeito pode gravar um CD e mostrar seus dotes musicais para toda a cidade, porque as (muitas) bandas mairinquenses não podem fazer o mesmo? Existem programas do Ministério da Cultura (MinC) que a prefeitura pode implantar, como o Cine Mais Cultura (para exibição de filmes nacionais), o Pontos de Cultura (para potencializar iniciativas e projetos culturais já iniciados) e o financiamento, pelo Espaço Mais Cultura, de construção, recuperação ou ampliação de espaços para a prática de atividades culturais. Mas talvez o prefeito não esteja interessado em cultura pra garotada.

E sabe quem pode ajudar a mudar essa situação? Você! Isso mesmo. Como diria o sempre presidente Lula: “Não adianta você achar que todo político não presta, porque o político perfeito que você precisa pode estar dentro de você!”. Então, mobilize-se! Faça da política uma arma pra mudar a nossa cidade! Filie-se ao PT e participe dos nossos debates: aqui você tem voz e tem vez!

Henrique Belquior
19 anos, filiado e militante do PT


sábado, 3 de dezembro de 2011

Uma radiografia de nossa juventude. Feita pela ONU

A constatação é óbvia e, ainda que alarmante, é sempre bom que seja feita. Leva a reflexão, e espero, a providências. O adolescente brasileiro está mais pobre e permanece exposto a um nível de violência preocupante, registra o relatório Situação da Adolescência Brasileira divulgado nesta 4ª feira (ontem) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

O documento mostra que dos 21 milhões de adolescentes brasileiros de 12 a 17 anos, 38% - cerca de 7,9 milhões - vivem em situação de pobreza, em famílias com renda inferior a meio salário mínimo per capita por mês (R$ 272,5 considerando o mínimo atual).

Destes, os casos classificados como mais graves estão entre os 3,7 milhões de adolescentes dessa mesma faixa de idade e que correspondem a 17,6% da nossa população adolescente. Estes vivem em extrema pobreza, em famílias com até 1/4 do salário mínimo per capita por mês (R$ 136,25).

Aumentou o número de adolescentes no contingente mais pobre

Outro dado exposto pelo relatório, também preocupante: a participação de adolescentes na faixa mais pobre da população aumentou. De 2004 a 2009, o contingente deles na extrema pobreza passou de 16,3% para 17,6%, em descompasso com a crescente redução da pobreza no país.

O Unicef utilizou dados oficiais do governo neste relatório. Mas o documento constata avanços na 
maioria dos indicadores analisados, como no número de adolescentes que só trabalham e não estudam; redução do analfabetismo entre adolescentes; e diminuição do percentual de adolescentes que não estudam e não trabalham.

Já as taxas de homicídio, no comparativo com 2004, mantém-se estáveis e ainda são as principais causas de morte na faixa dos 12 aos 17 anos. Com base em dados do Ministério da Saúde, o UNICEF observa que 19,1 meninos e meninas nessa faixa de idade em cada grupo de 100 mil pessoas do mesmo grupo de idade morreram vítimas de homicídio em 2009. O número equivale a 11 assassinatos de adolescentes por dia no país. E, de cada 100 mil adolescentes, 43,2 morrem por homicídio.

Jovem negro: mais exposto à pobreza e à violência


As condições de vida do adolescente se agravam quando são destacadas por cor da pele. Segundo o relatório, um adolescente negro tem 3,7 vezes mais risco de ser assassinado do que um adolescente branco. Entre os grandes centros urbanos, o destaque é São Paulo, com média de 10,7 homicídios de adolescentes entre 10 e 19 anos para cada grupo de 100 mil adolescentes.

A mesma lógica se aplica entre adolescentes indígenas em casos de analfabetismo: as chances de eles serem analfabetos são três vezes maiores do que as dos adolescentes em geral. Por fim, e ainda de acordo com o relatório, a situação de pobreza é maior na Amazônia, que concentra 38% dos adolescentes pobres no país. E o semiárido nordestino lidera nos índices de distorção idade-série, com 35,9%.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Militantes de todo país participaram da abertura do 2º Congresso Nacional da Juventude do PT

Em discurso durante a abertura, o presidente do PT, Rui Falcão, ressaltou que a juventude precisa encarar os desafios à frente, entre eles tornar o Partido mais forte e enraizado na sociedade. “Temos que acolher quem nos admira, quem vota conosco”, disse Falcão, que também saudou a militância virtual do PT.


Entre as atividades do evento, que vai até terça-feira, está a eleição do novo Secretário Nacional de Juventude

Mais de setecentos militantes estiveram na abertura do II Congresso Nacional da Juventude do PT, que acontece em Brasília de 12 a 15 de novembro. Delegados e militantes vieram de todos os estados brasileiros para participar das atividades do evento no qual será eleito o novo Secretário (a) Nacional de Juventude do PT.

Em discurso durante a abertura, o presidente do PT, Rui Falcão, ressaltou que a juventude precisa encarar os desafios à frente, entre eles tornar o Partido mais forte e enraizado na sociedade. “Temos que acolher quem nos admira, quem vota conosco”, disse Falcão, que também saudou a militância virtual do PT.

Já o atual Secretário Nacional de Juventude, do PT, Valdemir Pascoal, agradeceu a todos os que contribuíram para a realização do Congresso, que foi uma das metas de seu mandato. Na terça-feira (15), será a eleição da JPT.

O senador Anibal Diniz (PT/AC), que também participou da mesa de abertura, disse que é fundamental haver “o pacto de gerações” dentro do Partido. A Secretária Nacional de Juventude da Presidência da República, e ex-secretária Nacional de Juventude do PT, Severine Macedo, afirmou que o Congresso é a consolidação de um processo de mobilização da militância. “Sairemos mais fortalecidos. Nestes quatro dias de debate, teremos propostas para as políticas de juventude, sairemos com uma plataforma para a juventude. Estamos incluindo os jovens no projeto de país do PT”.

Também participaram da mesa de abertura outros ex-dirigentes da juventude petista e lideranças como:

Angelo Raniere 2º. vice UNE
Anibal Diniz PT/AC senador
Carlos Árabe -Secretário Nacional de Formação Política do PT
Cida Abreu - Secretária Nacional de Combate ao Racismo do PT
Clarissa Cunha vice-presidente da UNE
Fernando Neto Sec. de Juventude do GDF
Gabriel Medina - Presidente do CONJUVE
Geraldo Magela - Sec. Nacional de Assuntos Institucionais do PT e Sec. Habitação do GDF
Kilvia Teixeira - Representante da presidência da juventude do PMDB
Paulinho - Direção nacional da CUT
Renato Simões - Sec, Nacional de Movimentos Populares do PT
Roberto Policarpo PT/DF e presidente do PT/DF


Retirado do site Linha Direta: PT-SP.
http://www.pt-sp.org.br/noticia/?acao=vernoticia&id=7386